Referência bibliográfica-HIMANEN, Pekka. A ética dos Haqueres e o espírito da informação: A importância dos exploradores da era digital. tradução de Fernando Wolff, - Rio de Janeiro: Campus, 2001
A ética Hacker é uma nova ética que surgiu de comunidades virtuais ou cibercomunidades. Um dos seus grandes criadores foi o antropólogo e filósofo finlandês chamado Pekka Himanen estudou as comunidades e os textos dos hackers durante muitos meses. Este estudo permitiu que conseguisse decodificar o que seriam as normas de conduta da comunidade hacker espalhada pelo mundo.
"O primeiro valor a guiar a vida de um hacker é a paixão, que é fato gerador de alegria na sua realização. Os hackers não organizam sua vida em termos de dias úteis rotineiros e continuamente otimizados, mas sim em termos de um fluxo dinâmico entre trabalho criativo e outros prazeres da vida, nos quais há também lugar para o ritmo. A ética de trabalho dos hackers consiste em combinar paixão com liberdade, e foi essa a parte da ética dos hackers cuja influência foi sentida com maior intensidade."
Um hacker verdadeiro gosta daquilo que faz. Não está trabalhando para cumprir horário, trabalha em um código ou desvendando uma configuração porque isto é a sua paixão".
"Na ética do dinheiro - o elemento notável é que muitos hackers ainda seguem o hackerismo original, segundo o qual o dinheiro não é considerado um bem em si mesmo, e sua atividade é guiada pelo valor social e abertura."
"Esses hackers querem sentir sua paixão junto com os outros e querem criar algo valioso para a comunidade e serem reconhecidos por isso por seus colegas. E eles permitem que os resultados de sua criatividade sejam usados, desenvolvidos e testados por qualquer pessoa de tal forma que todos possam aprender com os outros."
COMPARTILHAR ESTÁ NO CENTRO DO PENSAMENTO HACKER. Não que um hacker seja contra trabalhar por dinheiro. Os hackers também não são contra ganhar muito dinheiro. O que os hackers defendem é que o conhecimento que o tornou feliz e rico também possa tornar felizes e ricas outras pessoas. Daí a defesa da colaboração e do compartilhamento do conhecimento tecnológico.
"Embora grande parte do desenvolvimento tecnológico da nossa era da informação tenha sido baseado no capitalismo tradicional e em projetos governamentais, uma parte significativa dele - incluindo os símbolos de nosso tempo, a Rede e o PC - não existiriam sem os hackers, os quais simplesmente deram suas criações para outros."
Dar suas criações para os outros foi e é uma prática hacker. Mas, reparem que as criações dos hackers são fruto do conhecimento humano acumulado. Portanto, dar é repassar o que eles receberam. Os hackers compartilham suas experiências e programam software livre, facilitando o acesso à informacão e os recursos disponíveis para computadores sempre que possível. A máxima hacker é "A informação quer ser livre"
Um terceiro e crucial aspecto da ética dos hackers é a atitude dos hackers em relação às redes- é a sua ética da rede, que é definida pelos valores da atividade e do cuidar. Atividade, nesse contexto, envolve a completa liberdade de expressão em ação, privacidade para proteger um estilo de vida individual, e desprezo pela passividade frente à procura pela paixão individual."
"Cuidar significa aqui a preocupação com o próximo como um fim em si mesmo e um desejo de libertar a sociedade virtual da mentalidade de sobrevivência que tão facilmente resulta de sua lógica. Inclui o objetivo de levar todos a participarem na rede e dela se beneficiarem, sentir-se responsável pelas conseqüências a longo prazo na sociedade virtual, e ajudar diretamente aqueles que foram deixados à margem da sobrevivência".
A SOLIDARIEDADE é um elemento fundamental da ética hacker. A mídia, quando usa o termo hacker, geralmente emprega no sentido pejorativo. Confunde a ação de criminosos virtuais, crackers e arrastadores de ícones, com aqueles que desenvolvem códigos livremente. Muito dessa confusão foi motivada pela indústria de software proprietário que faz questão de dizer que software com o código-fonte aberto é coisa de hacker. E é! Coisa de hacker que segue a ética da liberdade e do compartilhamento do conhecimento.
O mais interessante é notar que a chamada PIRATARIA, ou seja, o uso de softwares sem o pagamento de licenças de propriedade para as empresas que usam este modelo, é feita sobre o código executável. Pirataria do software proprietário é realizada amplamente sem que seja necessário piratear o código-fonte dos softwares. Então, pra que esconder o código-fonte, se nem impedir a pirataria se consegue com o modelo fechado?
"Um hacker que vive de acordo com a ética dos hackers em todos esses três aspectos - trabalho, dinheiro, ética da rede - ganha o respeito da comunidade. Esse hacker torna-se um verdadeiro herói quando alcança com louvor o sétimo e último nível."- a criatividade. - ou seja, a utilização imaginativa das habilidades de cada um, a surpreendente superação contínua de si mesmo, e a doação ao mundo de uma nova contribuição genuinamente valiosa.”
Hackers têm uma ética. Liberdade com paixão e compartilhamento. QUANTO MAIS ÉTICO É UM HACKER, MAIS É RECONHECIDO. Ao contrário do que ocorre em outros campos da sociedade. Ser ético é o melhor caminho para ser um grande hacker.
Tecnologias e Novas Educações
domingo, 26 de setembro de 2010
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Educação Online
O que pude entender sobre Docência Online na fala da Dra. Ana Maria Di Grado Hessel, que traz sua experiência falando sobre Saberes Online e da Experiência em Docência Online na fala da Dra.Edméa Santos. Ana nos mostrou, que Docência Online é um ambiente em rede de construção de aprendizagem coletiva, colaborativa e cooperativa, que transcende a docência que está aí. Esse ambiente de aprendizagem está ligado historicamente ao desenvolvimento de novas tecnologias da informação e comunicação.
Com essa nova cultura, ou seja, com a cibercultura, a informação e a comunicação tem uma nova significação e a docência online passa a se constituir através de dimensões como os ambientes moodle, que se elenca como redes sociais de docência transdisciplinar de mediação e intervenção, de agir na congruência professor aluno, nas interfaces interativas (diário/fórum, no estimulo a papeis colaborativos e no reconhecimento de lideranças emergentes.
Com esse novo modelo de aprendizagem, tornar-se necessário incorporamos conceitos como hipertextos, informação digital, relação tempo-espaço, comunicação síncrona e assíncrona, interfaces digitais, mídias digitais, inteligência coletiva, desterritorialização, rede etc. Além de Web 2.0 que vem potencializar o conhecimento através de compartilhamento, interatividade, distribuição, co-autoria, colaboração, produção/consumo e redes sociais.
Edméa traz o mapeamento dos saberes e como eles são construídos- na EAD de Educação Online. Na educação a Distância o processo de aprendizagem é mediado por tecnologias, onde o professor é um tutor que atende a um número grande de alunos . O professor está separado do aluno espacial e ou temporamente. Mas podem estar conectados, interligados por tecnologias, principalmente as telemáticas, como internet. Mas podem ser utilizados o correio, o rádio, a televisão, o vídeo, o CD-Rom, o telefone, o fax e tecnologias semelhantes. Nesta educação as tecnologias estão a serviço para disponibilizar os conteúdos a serem estudados A Educação Online traz uma nova cultura a “cibercultura” com todo movimento cultural mediado com novas aprendizagem. As Tics vem potencializar a aprendizagem com as seguintes mudanças: Comunicação passa ter um novo conceito “interatividade” espaço de autoria a possibilidade de construção junto com o outro a mensagem (co-criação), trocamos informações e compartilhamos nossas leituras. A leitura não é mais linear, utilizamos o “hipertextos”. Entramos no ambiente virtual para problematizar, discutir saberes. O virtual não se opõe ao real , ou seja potencializa a criatividade do planejamento simular ‘dar movimento a criação’.
Segundo Edméa a Educação Online abre a dimensão de aprendizagem muito mais do que a educação a distância, pois se constitui como potencia educacional dos ambientes virtuais.
No ambiente virtual acontece a simulação está na dimensão da aprendizagem integrada com espaços de comunicação através da integração de mídias e linguagens, softwares sociais e ambiente online de aprendizagem, comunidades e redes sociais, interatividade online no processo de autoria e comunicação móvel
Elicene modulo I
Com essa nova cultura, ou seja, com a cibercultura, a informação e a comunicação tem uma nova significação e a docência online passa a se constituir através de dimensões como os ambientes moodle, que se elenca como redes sociais de docência transdisciplinar de mediação e intervenção, de agir na congruência professor aluno, nas interfaces interativas (diário/fórum, no estimulo a papeis colaborativos e no reconhecimento de lideranças emergentes.
Com esse novo modelo de aprendizagem, tornar-se necessário incorporamos conceitos como hipertextos, informação digital, relação tempo-espaço, comunicação síncrona e assíncrona, interfaces digitais, mídias digitais, inteligência coletiva, desterritorialização, rede etc. Além de Web 2.0 que vem potencializar o conhecimento através de compartilhamento, interatividade, distribuição, co-autoria, colaboração, produção/consumo e redes sociais.
Edméa traz o mapeamento dos saberes e como eles são construídos- na EAD de Educação Online. Na educação a Distância o processo de aprendizagem é mediado por tecnologias, onde o professor é um tutor que atende a um número grande de alunos . O professor está separado do aluno espacial e ou temporamente. Mas podem estar conectados, interligados por tecnologias, principalmente as telemáticas, como internet. Mas podem ser utilizados o correio, o rádio, a televisão, o vídeo, o CD-Rom, o telefone, o fax e tecnologias semelhantes. Nesta educação as tecnologias estão a serviço para disponibilizar os conteúdos a serem estudados A Educação Online traz uma nova cultura a “cibercultura” com todo movimento cultural mediado com novas aprendizagem. As Tics vem potencializar a aprendizagem com as seguintes mudanças: Comunicação passa ter um novo conceito “interatividade” espaço de autoria a possibilidade de construção junto com o outro a mensagem (co-criação), trocamos informações e compartilhamos nossas leituras. A leitura não é mais linear, utilizamos o “hipertextos”. Entramos no ambiente virtual para problematizar, discutir saberes. O virtual não se opõe ao real , ou seja potencializa a criatividade do planejamento simular ‘dar movimento a criação’.
Segundo Edméa a Educação Online abre a dimensão de aprendizagem muito mais do que a educação a distância, pois se constitui como potencia educacional dos ambientes virtuais.
No ambiente virtual acontece a simulação está na dimensão da aprendizagem integrada com espaços de comunicação através da integração de mídias e linguagens, softwares sociais e ambiente online de aprendizagem, comunidades e redes sociais, interatividade online no processo de autoria e comunicação móvel
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terça-feira, 21 de setembro de 2010
" O som da cibercultura" Pierre Levy
No capítulo VIII- do livro Cibercultura o autor Pierre Levy (1997) traz o tema "O Som da Cibercultura". Segundo Levy a cibercultura dispõe de uma imensa variedade de gêneros artísticos. E nos mostra um aspecto importante é a interação e a possibilidade de colaboração existente entre artistas e engenheiros na construção de uma boa obra, espécie de construção coletiva. Mostra que é possível a construção de uma boa arte virtual, mesmo que autor e gravação forem relegados a segundo plano.
No passado a música popular era produzida e consumida localmente. Ultimamente a música "mundializou-se". O fenômeno da música de massa tornou rumo mundial, sobretudo, com a possibilidade da gravação, especialmente com o rock e o pop nos anos 60 e 70. A universalização fortaleceu especialmente com a música TECNO.
A música eletrônica é radial expressão da cultura universal- é planetária e está radicada em pontos metropolitanos. Sua estética compreensível pelo apego e apelo a tribalidade recebeu reforço da rede das redes- a internet - expandiu seu conceito de maneira mais urgente em partes as mais diversas do planeta Terra.
A textura da música e formada por timbres sintetizadores, é o resultado da conexão entre a tecnologia de ponta, permanente experimentação estética e sensibilidade rizomática, que toma as expressões artísticas não como uma manifestação local, mas como uma sensibilidade que a conecta à noosfera, teia inteligente enorme e invisível, que pode pensar a vida e o mundo de maneira não egoísta.
A produção da música eletrônica desmonta o pop estar, a estrela intocável, o virtuoso. Pode-se dizer que a música eletrônica e seus instrumentos de produção democráticos- sampler, sintetizadores, vinis, md's, pick ups, groove boxes... dá poderes de importância e criação artística ao homem comum, sem teoria musical e resgata um dos melhores ideários do século passado, o ideário punk: faça você mesmo. Na música eletrônica cada um de nós é um átomo da teia,não tem rosto, é para todos, não tem dono.
Além disso, a música eletrônica foge da canção tradicional (início, refrão, meio, refrão e fim). Sua maior característica é ser binária eternamente inacabada, sem inicio, sem meio, sem fim; é manipulável , recortável e remivável. è uma música também repetitiva, feito o som tribal dos índios, a música eletrônica pode ser considerada como o nosso mantra tecnológico, disponível para promover a alegria.
No passado a música popular era produzida e consumida localmente. Ultimamente a música "mundializou-se". O fenômeno da música de massa tornou rumo mundial, sobretudo, com a possibilidade da gravação, especialmente com o rock e o pop nos anos 60 e 70. A universalização fortaleceu especialmente com a música TECNO.
A música eletrônica é radial expressão da cultura universal- é planetária e está radicada em pontos metropolitanos. Sua estética compreensível pelo apego e apelo a tribalidade recebeu reforço da rede das redes- a internet - expandiu seu conceito de maneira mais urgente em partes as mais diversas do planeta Terra.
A textura da música e formada por timbres sintetizadores, é o resultado da conexão entre a tecnologia de ponta, permanente experimentação estética e sensibilidade rizomática, que toma as expressões artísticas não como uma manifestação local, mas como uma sensibilidade que a conecta à noosfera, teia inteligente enorme e invisível, que pode pensar a vida e o mundo de maneira não egoísta.
A produção da música eletrônica desmonta o pop estar, a estrela intocável, o virtuoso. Pode-se dizer que a música eletrônica e seus instrumentos de produção democráticos- sampler, sintetizadores, vinis, md's, pick ups, groove boxes... dá poderes de importância e criação artística ao homem comum, sem teoria musical e resgata um dos melhores ideários do século passado, o ideário punk: faça você mesmo. Na música eletrônica cada um de nós é um átomo da teia,não tem rosto, é para todos, não tem dono.
Além disso, a música eletrônica foge da canção tradicional (início, refrão, meio, refrão e fim). Sua maior característica é ser binária eternamente inacabada, sem inicio, sem meio, sem fim; é manipulável , recortável e remivável. è uma música também repetitiva, feito o som tribal dos índios, a música eletrônica pode ser considerada como o nosso mantra tecnológico, disponível para promover a alegria.
Interatividade- In Cibercultura
Para expor sobre a temática Interatividade utilizamos como metodologia um Programa de Rádio com duração de 10 minutos.
No capitulo IV -In Cibercultura Pierre Levy inicia com uma metáfora sobre a imagem de uma maçã entendida como "signo" que, por assim ser, torna-se algo indestrutível e , possibilitando a mesma interatividade do fruto real.
Pierrre Levy (1997) aborda a interatividade como um problema, justificando isso porque o termo é usado muitas vezes a torto e a direito sem saber de que se trata, o que as pessoas dissociam, muitas vezes, a palavra (signo) da coisa ou que usam a mesma palavra para significar aspectos diferentes que não são devidamente explicitados. O problema não está no uso do mesmo termo, mas em não explicitar o que se entende por ele.
Pierre Levy fala de diferentes tipos de interatividade que vão, respectivamente, da mensagem linear - através de dispositivos que variam desde a imprensa, rádio, TV e cinema até as conferencias eletrônicas. E mensagem participativa - através de dispositivos que variam dos videogames com um só participante até a comunicação em mundo virtuais envolvendo negociações continuas.
Levy nos mostrar que o que caracteriza a Interatividade é a possibilidade - crescente com a evolução dos dispositivos técnicos- de transformar os envolvidos na comunicação, ao mesmo tempo, em emissores e receptores da mensagem. Em outros termos, muda o conceito de comunicação. Se essa mudança é devida, em parte, à evolução técnica que possibilita cada vez mais a participação dos agentes, o direcionamento da evolução técnica tem também a ver com os novos conceitos de comunicação e de agente da comunicação. Ao tornar possível o que antes era o desejável - a tecnologia vem viabilizar um outro conceito de comunicação.
Pode-se dizer então que a grande contribuição das novas tecnologias da informática e comunicação é o que, ao mesmo tempo que elas rompem com as barreiras espaços-temporais possibilitando a comunicação à distância e em tempo real de múltiplos sujeitos geograficamente dispersos, fornecem estruturas técnicas para a comunicação e o acesso à informação em rede. A possibilidade de trabalho em rede, tanto como estrutura de acesso e tratamento da informação quanto como estrutura de intercâmbio e de atividade colaborativa, constitui a grande qualidade dessas tecnologias.
Se as estruturas em rede, de complexidades variadas, é de fato novo das tecnologias de informática, a atividade em rede é algo tão antigo quanto o homem, apenas cerceado pelas condições espaços-temporais e pelas limitações dos dispositivos técnicos disponíveis, os quais no ultimo século evoluíram e continuam evoluindo de forma fantástica.
As estruturas técnicas de rede permitem implementar formas novas e mais complexas de interação social, fazendo emergir a possibilidade da troca imediata no ciberespaço. Dessa forma, os indivíduos tornam-se, ao mesmo tempo, receptores e emissores, produtores e consumidores de mensagens. A comunicação deixa definitivamente, de ser linear e de mão única, para tornar-se poliglota, polissêmica e policêntrica.
No capitulo IV -In Cibercultura Pierre Levy inicia com uma metáfora sobre a imagem de uma maçã entendida como "signo" que, por assim ser, torna-se algo indestrutível e , possibilitando a mesma interatividade do fruto real.
Pierrre Levy (1997) aborda a interatividade como um problema, justificando isso porque o termo é usado muitas vezes a torto e a direito sem saber de que se trata, o que as pessoas dissociam, muitas vezes, a palavra (signo) da coisa ou que usam a mesma palavra para significar aspectos diferentes que não são devidamente explicitados. O problema não está no uso do mesmo termo, mas em não explicitar o que se entende por ele.
Pierre Levy fala de diferentes tipos de interatividade que vão, respectivamente, da mensagem linear - através de dispositivos que variam desde a imprensa, rádio, TV e cinema até as conferencias eletrônicas. E mensagem participativa - através de dispositivos que variam dos videogames com um só participante até a comunicação em mundo virtuais envolvendo negociações continuas.
Levy nos mostrar que o que caracteriza a Interatividade é a possibilidade - crescente com a evolução dos dispositivos técnicos- de transformar os envolvidos na comunicação, ao mesmo tempo, em emissores e receptores da mensagem. Em outros termos, muda o conceito de comunicação. Se essa mudança é devida, em parte, à evolução técnica que possibilita cada vez mais a participação dos agentes, o direcionamento da evolução técnica tem também a ver com os novos conceitos de comunicação e de agente da comunicação. Ao tornar possível o que antes era o desejável - a tecnologia vem viabilizar um outro conceito de comunicação.
Pode-se dizer então que a grande contribuição das novas tecnologias da informática e comunicação é o que, ao mesmo tempo que elas rompem com as barreiras espaços-temporais possibilitando a comunicação à distância e em tempo real de múltiplos sujeitos geograficamente dispersos, fornecem estruturas técnicas para a comunicação e o acesso à informação em rede. A possibilidade de trabalho em rede, tanto como estrutura de acesso e tratamento da informação quanto como estrutura de intercâmbio e de atividade colaborativa, constitui a grande qualidade dessas tecnologias.
Se as estruturas em rede, de complexidades variadas, é de fato novo das tecnologias de informática, a atividade em rede é algo tão antigo quanto o homem, apenas cerceado pelas condições espaços-temporais e pelas limitações dos dispositivos técnicos disponíveis, os quais no ultimo século evoluíram e continuam evoluindo de forma fantástica.
As estruturas técnicas de rede permitem implementar formas novas e mais complexas de interação social, fazendo emergir a possibilidade da troca imediata no ciberespaço. Dessa forma, os indivíduos tornam-se, ao mesmo tempo, receptores e emissores, produtores e consumidores de mensagens. A comunicação deixa definitivamente, de ser linear e de mão única, para tornar-se poliglota, polissêmica e policêntrica.
domingo, 19 de setembro de 2010
Memorial
Tempo de dedicar
Dedico este trabalho a todas as pessoas que estiveram comigo ajudando a melhorar os meus pensamentos.
Valeu a pena!
Agora uma coisa eu sei que valeu e vale: o processo. A euforia do começo, o começo de saber que está findando o trabalho.
Pensamento...
“ No silêncio dos sins moram os começos.”
Rubem Alves
APRESENTAÇÃO
Apresento neste relatório a minha trajetória de saber, que se expressa mais que a trajetória do conhecimento. Conhecimento que provem da compreensão assimila da de leituras e de experiências que já fora vivido, elaborado e compreendido.
O saber que pode ser vivido e elaborado, sendo um conhecer que tem de mim como fogo interior da vida, ele tem sabor de vida vivida e compreendida. Mais que tudo, tem sabor da impermanência vida que se vive e se compreende, abrindo por sua vez, um novo portal para vida a ser vivida e compreendida... e assim sucessivamente.
O saber nesse sentido se compreende como passos na trajetória da iluminação, como “porta de passagem”, sempre haverá mais uma porta aberta para as infinitas possibilidades da existência.
Os relatos que aqui apresento é resultado de uma experiência pessoal de busca do saber, uma memória, mas, acima de tudo, uma tentativa de desnudar o meu processo de aprendizagem no exercício da prática psicopedagógica.
Salvador, setembro de 2004
Este trabalho é um relato, uma memória, mais acima de tudo uma tentativa de desnudar o meu processo de autoconhecimento, minha inquietações.
O foco central de atenção é o meu ingresso no curso de Psicopedagogia e as experiências vividas.
Aponto momentos para mim relevantes, situações vividas e lições extraídas. Sempre corri atrás de mim e não sabia. Corria com toda garra em busca de alguma coisa... Esse é o sentimento que tenho.
As inquietações são muitas... e, às vezes,me “pego” pensando,porque e para que decidir trilhar este caminho...
Acredito que refletir, avaliar e repensar é sempre válido e pulsante.
Para poder explicitar este caminho, terei que retornar ao passado e “semear”, o futuro, num acreditar que qualquer processo constrói-se neste equilíbrio de passado/presente/futuro.
No passado meu caminho esteve sempre ligado ao magistério. Primeiro com formação em nível médio com experiências em escolas numa pequena cidade do interior da Bahia, da qual extrai excelentes frutos, os primeiros de minha carreira.
Após um longo período fora do exercício de magistério por mudança de vida tanto pessoal como profissional. A minha volta ao exercício do magistério veio pela necessidade de busca de conhecimento, e por formação acadêmica em Pedagogia.
Cursei a graduação de Licenciatura em Pedagogia pela Universidade do Estado da Bahia –UNEB. Recordo-me que quando estava em sala de aula durante o curso já sentia necessidade de seguir os estudos para compreender porque tantas crianças na escola pública apresentavam dificuldade de aprendizagem, principalmente na aquisição da leitura e escrita.
No último semestre do curso de Pedagogia cursei a disciplina de Psicologia com uma abordagem Psicopedagógica, pois a professora dessa disciplina se encontrava cursando pós-graduação em Psicopedagogia pelo CETIS. Ah! não é que a professora me contaminou. Se as inquietações eram muitas, aí é que fervilharam... quando me vi já estava buscando compreender as dificuldades e principalmente buscando matricular-me para cursar Psicopedagogia.
Esse momento foi tão especial para mim,como uma árvore que vai dar um fruto. Eu estava envolvida com os preparativos para colação de grau em Pedagogia em também começando o curso... Mas o importante foi quando chegou o momento do exercício da prática psicopedagógica, quando recebi na clínica uma aluna da escola pública cursando a 3ª série do ensino fundamental, apresentando dificuldades de aprendizagem. De imediato senti um pouco de ansiedade, era uma nova situação.
Dedico este trabalho a todas as pessoas que estiveram comigo ajudando a melhorar os meus pensamentos.
Valeu a pena!
Agora uma coisa eu sei que valeu e vale: o processo. A euforia do começo, o começo de saber que está findando o trabalho.
Pensamento...
“ No silêncio dos sins moram os começos.”
Rubem Alves
APRESENTAÇÃO
Apresento neste relatório a minha trajetória de saber, que se expressa mais que a trajetória do conhecimento. Conhecimento que provem da compreensão assimila da de leituras e de experiências que já fora vivido, elaborado e compreendido.
O saber que pode ser vivido e elaborado, sendo um conhecer que tem de mim como fogo interior da vida, ele tem sabor de vida vivida e compreendida. Mais que tudo, tem sabor da impermanência vida que se vive e se compreende, abrindo por sua vez, um novo portal para vida a ser vivida e compreendida... e assim sucessivamente.
O saber nesse sentido se compreende como passos na trajetória da iluminação, como “porta de passagem”, sempre haverá mais uma porta aberta para as infinitas possibilidades da existência.
Os relatos que aqui apresento é resultado de uma experiência pessoal de busca do saber, uma memória, mas, acima de tudo, uma tentativa de desnudar o meu processo de aprendizagem no exercício da prática psicopedagógica.
Salvador, setembro de 2004
Este trabalho é um relato, uma memória, mais acima de tudo uma tentativa de desnudar o meu processo de autoconhecimento, minha inquietações.
O foco central de atenção é o meu ingresso no curso de Psicopedagogia e as experiências vividas.
Aponto momentos para mim relevantes, situações vividas e lições extraídas. Sempre corri atrás de mim e não sabia. Corria com toda garra em busca de alguma coisa... Esse é o sentimento que tenho.
As inquietações são muitas... e, às vezes,me “pego” pensando,porque e para que decidir trilhar este caminho...
Acredito que refletir, avaliar e repensar é sempre válido e pulsante.
Para poder explicitar este caminho, terei que retornar ao passado e “semear”, o futuro, num acreditar que qualquer processo constrói-se neste equilíbrio de passado/presente/futuro.
No passado meu caminho esteve sempre ligado ao magistério. Primeiro com formação em nível médio com experiências em escolas numa pequena cidade do interior da Bahia, da qual extrai excelentes frutos, os primeiros de minha carreira.
Após um longo período fora do exercício de magistério por mudança de vida tanto pessoal como profissional. A minha volta ao exercício do magistério veio pela necessidade de busca de conhecimento, e por formação acadêmica em Pedagogia.
Cursei a graduação de Licenciatura em Pedagogia pela Universidade do Estado da Bahia –UNEB. Recordo-me que quando estava em sala de aula durante o curso já sentia necessidade de seguir os estudos para compreender porque tantas crianças na escola pública apresentavam dificuldade de aprendizagem, principalmente na aquisição da leitura e escrita.
No último semestre do curso de Pedagogia cursei a disciplina de Psicologia com uma abordagem Psicopedagógica, pois a professora dessa disciplina se encontrava cursando pós-graduação em Psicopedagogia pelo CETIS. Ah! não é que a professora me contaminou. Se as inquietações eram muitas, aí é que fervilharam... quando me vi já estava buscando compreender as dificuldades e principalmente buscando matricular-me para cursar Psicopedagogia.
Esse momento foi tão especial para mim,como uma árvore que vai dar um fruto. Eu estava envolvida com os preparativos para colação de grau em Pedagogia em também começando o curso... Mas o importante foi quando chegou o momento do exercício da prática psicopedagógica, quando recebi na clínica uma aluna da escola pública cursando a 3ª série do ensino fundamental, apresentando dificuldades de aprendizagem. De imediato senti um pouco de ansiedade, era uma nova situação.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Dimensão Estruturante das tecnologias
Teoricamente o uso das tecnologias como práticas pedagógicas consiste em duas perspectivas: uma de instrumento e a outra como fundamento estruturante. Na primeira perspectiva o uso das tecnologias é para aperfeiçoar, agilizar as aulas, favorecendo apenas para reforçar as práticas já existentes, a qual vem sendo criticadas há muito tempo. Já na segunda perspectiva entende as tecnologias como fundamento estruturante para potencializar novos processos de aprendizagens.
Acredito que o mais importante nas praticas pedagógicas é estruturar caminhos a ser trilhados com clareza de objetivos, ou seja, planejamento que incorpore as novas ferramentas de informação e comunicação, de forma a possibilitar o aluno vivências educativas que ampliem a integração de diferentes objetivos de aprendizagens. Nesse sentido pode-se criar, por exemplo, Projetos Colaborativos em pesquisas escolares, o que significa mais que disponibilizar a Internet, ensinar usar um processador de textos e encorajar os alunos a trocarem mensagens virtuais.
Ressalto que ainda há uma enorme confusão entre o que é informação e o que é conhecimento. Informações são dados disponíveis. Conhecimento envolve buscar, selecionar, comparar, destacar o que é mais significativo (com a observação de que só posso comparar se tiver acesso às diferentes fontes...). Conhecer é ser assertivo, integrando e dando novo tom a um dado. É nesse enfoque que as práticas pedagógicas precisam trilhar. Precisamos ensinar a fazer, diante de qualquer fonte informacional, levando o aluno a pesquisar, promovendo o acesso sistemático e mediado à diversidade de informações, viabilizando debates e reflexões por meio de questões desafiantes.
Para tanto, contamos com uma diversidade Tecnológica, principalmente o computador e a Internet que possibilitam esse novo ambiente de informação com uma nova lógica comunicacional - composta de rede com hipertextos , interativos e virtuais (cibercultura), disponíveis com inúmeras ferramentas e serviços gratuitos, que podem contribuir para o desenvolvimento de práticas pedagógicas que potencializem aprendizagens significativas.
Podemos-se citar:
• As ferramentas sincrônicas (como MSN, Skype e outras) que permitem a troca de dados e diferentes tipos de interação via bate-pago, audioconferencias, vídeo conferencia, quadro de comunicações e compartilhamento, para realizar determinada apresentação ou promover o estudo e trabalho junto aos alunos em tempo real.
• As Ferramentas assincrônicas que garantem também o acesso às informações e a reflexão, bem como o registro do processo e dos produtos finais dos grupos como: grupos de discussão, que possibilitam a troca de mensagem por email: arquivo de mensagens e compartilhamento dos arquivos, criação de agenda para o grupo e o desenvolvimento de enquetes.
Além desses, destacam-se:
• Os fóruns, que podem ser livres ou dirigidos, permanentes ou com tempo determinado.
• Os mapas conceituais, que permitem aos alunos construir sua representação mental, na medida em que destacam, tanto dos textos lidos como de seu repertório de informações, idéias em conexão.
• Blogs,Videologs,fotoblogs -permitem a possibilidade de publicar idéias durante o processo de construção, individual ou do grupo, dos trabalhos em equipe, anotações de aula, discussão e elaboração de projeto, em texto, foto, arquivos de áudio e vídeo.Permitem ainda inserção de comentários sobre as publicações: bem como a organização de conteúdos e dos comentários recebidos.
• Podcasts: possibilitam a publicação sobre determinado tema como se fosse um programa de rádio e outras formas de comunicação em áudio.
• Wikis: possibilitam a descentralização da edição de uma página, permitindo que todos sejam co-autores da produção.
• É possível também criar um ambiente de aprendizagem para a escola por meio de plataformas gratuitas como o Moodle, conjugando a maior parte dessas ferramentas. Universidades e outras instituições educacionais vêm adotando esse software gratuito, desenhado para facilitar a vida dos educadores.
Enfim, essas são apenas algumas das possibilidades disponíveis para promover práticas pedagógicas bastante interativas para o registro, a socialização, a interação, debate e a construção do conhecimento.
Acredito que o mais importante nas praticas pedagógicas é estruturar caminhos a ser trilhados com clareza de objetivos, ou seja, planejamento que incorpore as novas ferramentas de informação e comunicação, de forma a possibilitar o aluno vivências educativas que ampliem a integração de diferentes objetivos de aprendizagens. Nesse sentido pode-se criar, por exemplo, Projetos Colaborativos em pesquisas escolares, o que significa mais que disponibilizar a Internet, ensinar usar um processador de textos e encorajar os alunos a trocarem mensagens virtuais.
Ressalto que ainda há uma enorme confusão entre o que é informação e o que é conhecimento. Informações são dados disponíveis. Conhecimento envolve buscar, selecionar, comparar, destacar o que é mais significativo (com a observação de que só posso comparar se tiver acesso às diferentes fontes...). Conhecer é ser assertivo, integrando e dando novo tom a um dado. É nesse enfoque que as práticas pedagógicas precisam trilhar. Precisamos ensinar a fazer, diante de qualquer fonte informacional, levando o aluno a pesquisar, promovendo o acesso sistemático e mediado à diversidade de informações, viabilizando debates e reflexões por meio de questões desafiantes.
Para tanto, contamos com uma diversidade Tecnológica, principalmente o computador e a Internet que possibilitam esse novo ambiente de informação com uma nova lógica comunicacional - composta de rede com hipertextos , interativos e virtuais (cibercultura), disponíveis com inúmeras ferramentas e serviços gratuitos, que podem contribuir para o desenvolvimento de práticas pedagógicas que potencializem aprendizagens significativas.
Podemos-se citar:
• As ferramentas sincrônicas (como MSN, Skype e outras) que permitem a troca de dados e diferentes tipos de interação via bate-pago, audioconferencias, vídeo conferencia, quadro de comunicações e compartilhamento, para realizar determinada apresentação ou promover o estudo e trabalho junto aos alunos em tempo real.
• As Ferramentas assincrônicas que garantem também o acesso às informações e a reflexão, bem como o registro do processo e dos produtos finais dos grupos como: grupos de discussão, que possibilitam a troca de mensagem por email: arquivo de mensagens e compartilhamento dos arquivos, criação de agenda para o grupo e o desenvolvimento de enquetes.
Além desses, destacam-se:
• Os fóruns, que podem ser livres ou dirigidos, permanentes ou com tempo determinado.
• Os mapas conceituais, que permitem aos alunos construir sua representação mental, na medida em que destacam, tanto dos textos lidos como de seu repertório de informações, idéias em conexão.
• Blogs,Videologs,fotoblogs -permitem a possibilidade de publicar idéias durante o processo de construção, individual ou do grupo, dos trabalhos em equipe, anotações de aula, discussão e elaboração de projeto, em texto, foto, arquivos de áudio e vídeo.Permitem ainda inserção de comentários sobre as publicações: bem como a organização de conteúdos e dos comentários recebidos.
• Podcasts: possibilitam a publicação sobre determinado tema como se fosse um programa de rádio e outras formas de comunicação em áudio.
• Wikis: possibilitam a descentralização da edição de uma página, permitindo que todos sejam co-autores da produção.
• É possível também criar um ambiente de aprendizagem para a escola por meio de plataformas gratuitas como o Moodle, conjugando a maior parte dessas ferramentas. Universidades e outras instituições educacionais vêm adotando esse software gratuito, desenhado para facilitar a vida dos educadores.
Enfim, essas são apenas algumas das possibilidades disponíveis para promover práticas pedagógicas bastante interativas para o registro, a socialização, a interação, debate e a construção do conhecimento.
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